Rio: ‘Era meu filhão’, diz pai de jovem morto a facadas na Tijuca

Rio – O pai de Luis Gustavo Oliveira da Silva, morto a facadas após apartar uma briga na Praça Afonso Pena, na Tijuca, na noite desta sexta-feira, esteve com um primo da vítima na manhã deste sábado no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo. O enterro acontecerá neste domingo no Cemitério do Catumbi, ainda sem horário previsto. Ele disse que soube da perda do filho através de uma outra filha.

“O meu filho deixou um neto. Eu estava em casa quando a minha outra filha ligou e falou dessa tragédia. Eles foram para o Alzirão e na volta para casa aconteceu isso na Praça Afonso Pena. Ele saiu do quartel há pouco tempo e ia começar a trabalhar. Era um filhão”, disse.

Segundo o primo do jovem, três homens já foram identificados como suspeitos pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) e o grupo que estava com a vítima já prestou depoimento.

“Era uma pessoa sem palavras, não tem como descrever meu primo”, disse ele, que estava com o pessoal que voltava do Alzirão. Luis Gustavo tinha outros dois irmãos e duas irmãs. Ele deixa um filho de 2 anos.

Luis Gustavo, que recentemente deu baixa como soldado do Exército, voltava para casa no Morro da Formiga, por volta das 20h, com um grupo de cerca de 10 amigos do Alzirão, onde assistiu ao jogo do Brasil.

Quando estavam no ponto de ônibus, um outro grupo teria chegado e iniciou uma briga. Luis Gustavo foi apartar a confusão e acabou levando várias facadas. A causa da discussão ainda não é desconhecida.

Segundo policias militares do 6º BPM (Tijuca), o crime aconteceu por volta das 20h e a vítima morreu no local. A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil. A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) fez a perícia. Os agentes buscam imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas que possam levar ao autor do assassinato.

O Dia