Rússia ignora Salah, vence e empolga

Somente o fator casa, o apoio da torcida local, pode explicar um desempenho acima do esperado em Mundiais. Foi assim com a Suécia finalista de 1958, o Chile semifinalista de 1962, a Inglaterra campeã de 1966, o México, que chegou às quartas em 1970 e 1986, e a surpreendente a Coreia do Sul, quarta colocada e 2002. Pois a Rússia, que iniciou a Copa do Mundo que sedia como pior colocada no ranking da Fifa (entre os participantes), chegou a sua segunda vitória (3 a 1 sobre o Egito) e praticamente garantiu sua vaga na próxima fase — com saldo positivo de sete gols, somente uma combinação de resultados improvável a deixaria de fora.

Foi um primeiro tempo equilibrado. A melhor chance russa, em chute de Golovin, foi logo aos cinco minutos. A melhor resposta egípcia veio do estreante Mohamed Salah, aos 42. Ele dominou na entrada da área e finalizou à direita de Akinfeev. Cada movimento do camisa 10 foi acompanhado com apreensão — pelo receio de sentir a contusão no ombro esquerdo ou pelo que poderia criar.

Tão habituais quanto os pênaltis marcados pelo árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) nesse Mundial têm sido os gols contra. O quinto ‘autogol’ ocorreu em corte equivocado do capitão egípcio Fathi, após chute de Zobnin, aos dois minutos do segundo tempo. A Rússia contou gols de seus dois novos (e empolgados) titulares para deslanchar. Aos quatorze, o lateral brasileiro Mário Fernandes fez boa ultrapassagem e serviu Cheryshev, agora artilheiro do torneio ao lado de Cristiano Ronaldo, com três gols. Os Faraós mal se recompuseram do golpe quando o grandalhão Dzyuba mostrou habilidade, ao dominar lançamento longo e driblar o zagueiro Ali Gabr antes de finalizar, implacável.

E houve pênalti com VAR também. Salah foi agarrado e o árbitro argentino Enrique Cáceres foi alertado ter sido dentro da área. Além de realizar o sonho de jogar a Copa, o craque do Liverpool, da Inglaterra, anotou seu gol, aos 28. Não foi suficiente para promover uma reação do Egito, que só mantém chances de classificação se a Arábia Saudita conseguir a façanha de vencer o Uruguai nesta quarta, ao meio-dia, em Rostov.

A Rússia fecha o Grupo A na segunda, 25 de junho, às 11h, contra o Uruguai. No mesmo dia e horário, Egito e Arábia Saudita se enfrentam em Volgogrado.

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